O Pix caiu no gosto do brasileiro e arrebatou o mercado de transações financeiras no
Brasil. Em apenas quatro meses, as transações por Pix passaram de 7% para 30% o
que ocasionou um ‘roubo’ de mercado dos DOCs/TEDs, que caíram de 25% para 19% e
das próprias maquininhas de pagamentos que tiveram as transações reduzidas de 68%
para 51%. “O Pix é o queridinho do brasileiro”, assume o gerente geral de TI do Banco
do Brasil e diretor setorial de TI da Febraban, Rodrigo Mulinari.
Rapidez e praticidade têm feito com que mais clientes optem por utilizar a ferramenta
para pagamentos à vista. Para os vendedores a vantagem é a ausência de taxas, o que
não ocorre por exemplo com as transações realizadas com cartão de crédito ou débito.
O levantamento mostra que as transações Pix, em novembro, somavam 52,9 milhões,
em março houve um salto para 338,2 milhões, o que significa um salto de 471%. O
número de usuários cadastrados com mais de 30 recebimentos por Pix por mês
aumentou de 6 mil para 519 mil em março.
As transações por Pix são impulsionadas pelas pessoas físicas – que respondem por
83% das transações. Já as empresas aparecem com apenas 17%, mas com forte
tendência de alta. “Três em cada quatro transações do Pix são pessoas físicas, mas as
empresas observam o movimento e incrementam o uso do Pix de empresas para
empresas. Em 2021, teremos um consolidado diferente no chamado B2B”, diz Rodrigo
Mulinari.
Com números tão expressivos, o Pix também se tornou grande aliado das empresas
em um cenário marcado por dificuldades e incertezas na economia nacional.
A dica é do consultor empresarial André de Lima Rufino. Com vasta experiência no
mercado financeiro, ele enxerga o Pix como uma das melhores ferramentas já
criadas em favor do empresário e do consumidor.
Entre os atrativos para as empresas, Rufino cita a alta adesão do brasileiro,
transação instantânea, baixo custo operacional e a possibilidade de reduzir a
inadimplência, que há muitos anos é uma grande dor de cabeça para os credores.
Sem contar a disponibilidade do serviço — que funciona 24 horas por dia, sete dias por
semana (inclusive nos feriados) —, o PIX se destaca pela rapidez de suas operações, já
que as transferências são liquidadas instantaneamente, mesmo fora do horário
comercial. Além disso, é possível mencionar a gratuidade do serviço, bem como a
segurança das operações.
Esses podem ser alguns dos motivos para que o Banco Central reportasse mais de 1
bilhão de transações via PIX desde o lançamento do meio de pagamento, em novembro
de 2020. Ao todo, estima-se que o serviço foi capaz de movimentar quase R$ 800
bilhões.
Ainda de acordo com a pesquisa, o PIX é mais popular entre jovens de 16 a 29 anos
(78%) do que entre indivíduos com 50 anos ou mais (55%). Embora não haja diferenças
expressivas no uso do serviço por regiões do Brasil, a proporção de pessoas que já
experimentaram a novidade é maior entre pessoas das classes A e B (81%) do que
entre indivíduos das classes C, D e E (71%).
Inclusive, com o bom funcionamento e adesão do PIX, já há uma proposta para
expandir as operações e facilitar os pagamentos instantâneos para fora do Brasil.
Em um webinar realizado no mês passado, Lúcio Oliveira, Chefe de Subunidade no
Departamento de Regulação Prudencial e Cambial (Dereg), afirmou que o BC estuda
formas para reunir todas as três condições necessárias para viabilizar as transações
instantâneas internacionais: a regulamentação do PIX, a regulamentação do câmbio e a
infraestrutura com plataforma internacional que será responsável por operar o sistema.
Além desses pontos destacados, se pode ressaltar a utilização cada vez maior das
transações feitas pelo mobile banking, que são os aplicativos bancários.
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), no ano passado as
operações por meio das plataformas digitais representaram 51% do total das
transações feitas no país.
Ademais, esses dados reforçam a tendência de que o dinheiro de papel está mesmo
com os dias contados, portanto, é bom as empresas se prepararem para essa
transformação.
Preparado para essas transformações e tendências?
Forte abraço!!










