O novo queridinho em transações, têm impactado de maneira revolucionária o mercado
financeiro. A tecnologia criada pelo Banco Central é uma nova forma de fazer
transferências entre contas bancárias e realizar pagamentos – só que de
modo instantâneo e gratuito para as pessoas físicas.
Entre 16 de novembro de 2020 e 16 de maio deste ano, três letras
revolucionaram a maneira como o brasileiro lida com o dinheiro. O Pix
movimentou R$ 1,1 trilhão nesses seis meses de funcionamento, com mais
de 1 bilhão de operações.
“Em comparação a outros sistemas de pagamentos instantâneos no mundo,
o Pix figura entre os que tiveram adoção mais rápida. É um meio de
pagamento prático, rápido, acessível e seguro, que traz facilidade e gera
novos modelos de negócio. A novidade movimentou bastante o mercado,
promovendo maior competição no sistema financeiro. O Pix veio para ficar e
continuará evoluindo com novas funcionalidades”, afirmou o presidente do
Banco Central, Roberto Campos Neto, em nota enviada à imprensa.
De acordo com Neto, há alguns meses que transações via Pix superam a soma de
operações baseadas em TED, DOC, cheque e boleto bancário.
Não é difícil entender o motivo de o Pix ter superado outros meios de
transferência de forma tão rápida. Diferente de um TED ou DOC, por
exemplo, em que a transação só pode ser feita em horário comercial e de
segunda a sexta, o Pix é ‘compensado’ na hora. Isso significa que em
segundos os recursos chegam à conta destino.
É claro que o Banco Central almeja aumentar esses números. Campos Neto lembra que
mais serviços atrelados ao Pix estão a caminho, como o Pix Saque e o Pix Troco, que
vão permitir que o usuário retire dinheiro em espécie a partir de estabelecimentos
físicos. Ambos devem entrar em operação no segundo semestre de 2021.
O Banco Central também prevê lançar o cartão Pix para permitir transações offline. A
expectativa é a de que essa modalidade seja anunciada no último trimestre do ano.
O famoso PIX está substituindo até mesmo os pagamentos em dinheiro: é o que diz
Marcos Cavagnoli, diretor do Itaú para open banking e gerenciamento digital de dinheiro,
em entrevista ao Tecnoblog.
“A chegada do Pix pode impactar as receitas de TED e DOC, porém entendemos que o
Pix está fomentando a bancarização da população, permitindo que mais pessoas
tenham acesso a produtos e serviços bancários”, afirma Cavagnoli por e-mail. “Então,
um movimento pode neutralizar o outro.”
Além disso, o Itaú está observando uma substituição gradual das transações em
dinheiro graças ao Pix. Isso gera “reduções importantes de custos transacionais, como
os atrelados a gestão de numerário, e traz mais segurança para a sociedade como um
todo”, diz o executivo.
Cavagnoli diz que “o valor das transações varia de acordo com o montante da operação
e depende do perfil do cliente, seu segmento e relacionamento com o banco”; e nota que
o Pix é mais barato que outros tipos de transações.
Mesmo com a cobrança, o Pix responde por mais de 50% das transferências do Itaú
entre clientes PJ, ou seja, superou o TED e DOC em número de transações. “Vemos que
esse é um recurso amplamente utilizado e acreditamos que a tendência seja só
aumentar, considerando as novas funcionalidades que estão sendo programadas”, diz
Cavagnoli.
O diretor-presidente do Sicoob Cressem Tiago Teixeira afirma que o sucesso
da ferramenta se dá principalmente por sua democratização.
Quem mais sofreu com essa expansão do Pix foram as transferências feitas por meio
de DOC, TED e TEC. De novembro do ano passado até maio o número de transações
mensais nessas modalidades caiu 41% enquanto o Pix avançou 1.733%, segundo o BC.
“A grande sacada do Pix é que tira a hegemonia do banco para processar o pagamento,
aumenta o nível de concorrência e representa uma grande vantagem para o
consumidor”, afirma o presidente da Trevisan Escola de Negócios, VanDick Silveira.
Para alguns especialistas, o crescimento acelerado do Pix pode ser uma ameaça tanto
para bancos quanto para empresas de cartão e de maquininhas. Em tempos de juros
baixos, as instituições financeiras ganham muito com as receitas de serviços, composta
por tarifas pagas pelos clientes, entre elas as de Doc e Ted, cuja operações estão em
queda.
Hoje as transações de Pix feitas por pessoa física são isentas, mas a pessoa jurídica
paga uma taxa – menor do que a das transferências tradicionais. Mas isso também
pode mudar dependendo do mercado. “Se uma fintech fizer ação para isentar as taxas
como forma de atrair clientes, outros bancos podem ter de seguir o movimento ou
reduzir as tarifas”, diz Rone Charles, presidente da Landlojas – uma startup de soluções
para e-commerce da Woli Ventures.
O diretor de inovação, produtos e serviços bancários da Federação Brasileira de Bancos
(Febraban), Leandro Vilain, diz que inicialmente houve uma preocupação de que
ocorresse uma migração muito forte de outros meios de pagamento para o Pix. Mas,
apesar dos números do BC, ele vê como marginal a queda do volume de transações de
TED (as de DOC já vinham caindo).
Segundo ele, um estudo de 2014 mostrava que 38% do Produto Interno Bruto (PIB)
brasileiro era de transações em dinheiro. Esse trabalho foi reforçado por outro que
mostra que 40% dos gastos das famílias brasileiras são em espécie. “Isso me faz
concluir que o Pix ocupou o espaço das transações em espécie, o que é uma boa
notícia, pois melhora a arrecadação de impostos e reduz custos para o consumidor.”
Tudo que todos buscam é praticidade, baixo custo e tempo, de fato o PIX é um caminho
sem volta, conforme comentários dos especialistas ao decorrer do texto, nos
acompanhe e fique por dentro de todas as novidades que englobam essa operação
prestes a completar um ano, com enorme sucesso e adesão.
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